Bíos V.4, N.3

04/11/2026 18:15

Simular não é substituir: inteligência artificial e a relação clínica / Autor: Marco Antonio Azevedo (Feevale, CNPq)

O desempenho recente de sistemas de inteligência artificial generativa em tarefas clínicas alimenta a expectativa de que, em um futuro próximo, médicos possam ser substituídos por sistemas automatizados. Pesquisas como a realizada com o Articulate Medical Intelligence Explorer (AMIE), desenvolvido pelo Google (Tu et al., 2025), mostram que um modelo de linguagem pode conduzir entrevistas clínicas simuladas e receber avaliações superiores às de médicos em determinados critérios. Nesses cenários artificiais e cuidadosamente estruturados, as respostas dadas por LLMs (Large Language Models) generativos podem parecer mais completas, acuradas e até mais empáticas. Mas o que, exatamente, esses resultados nos mostram?

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